15 dicas para não ter problemas com o
comportamento alimentar das crianças


A importância da alimentação saudável durante a gestação bem como a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é indiscutível para a saúde do bebê.
Esses cuidados e escolhas tem impacto comprovado cientificamente no comportamento alimentar infantil a médio e longo prazo e são o primeiro passo para a construção de hábitos saudáveis na infância.


Escolher o momento certo para a introdução alimentar também e muito importante. O desenvolvimento neurológico do bebê define capacidades como sentar, fazer os movimentos corretos com a boca e língua, e pegar objetos com as mãos. Essas conquistas neurológicas são muito individuais e podem vir mais cedo ou mais tarde dependendo do bebê. Sendo assim a idade do bebê não deveria ser a único critério na decisão da introdução de novos alimentos mas é o que acontece na prática clínica e muitos bebês acabam iniciando o esquema alimentar sem ter capacidade de demonstrar fome, saciedade, preferências e mesmo sem estarem preparados para mastigar e deglutir.

Bons profissionais podem orientar as famílias nesses primeiros estágios antes da introdução alimentar efetiva, mas quando o assunto é alimentação infantil, as dúvidas e controvérsias nas diversas orientações disponíveis ainda confundem as famílias gerando confusão e dúvidas desde muito cedo.

A pergunta que mais gera ansiedade ás famílias é: QUAIS alimentos devo oferecer ao meu filho? Mas a pergunta deveria ser: COMO devo oferecer alimentos ao meu filho?

Quase todos os problemas alimentares da infância como seletividade alimentar, neofobia alimentar, compulsão alimentar e obesidade infantil, começam com comportamentos inadequados não corrigidos desde muito cedo. Seguem abaixo 15 dicas baseadas em estudos e na prática clínica para prevenir problemas de comportamento alimentar na infância e adolescência.

1. O objetivo não é o prato vazio e sim a relação com a comida.

Quando o objetivo é ver o prato vazio, ou seja, fazer a criança aceitar tudo o que está sendo oferecido, “vale tudo” para que a criança coma: distração, trocas, barganhas, ameaças. Esse pode ser um caminho muito inadequado porque não respeita os sinais da criança e impede que ela desenvolva suas próprias impressões sobre os alimentos.

Quando a criança tem sua fome e saciedade respeitadas, quando tem a oportunidade de aprender a comer sozinha e de experimentar novos alimentos, quando a criança não é forçada a comer e aprende a comer quando está com fome e não comer quando está satisfeita é possível se construir uma relação mais prazerosa com as refeições e livres de questões que estão além da nutrição infantil.

O que fazer: antes de mais nada lembre-se que cuidar e alimentar são ideias diferentes. Nossa cultura confunde o ato de cuidar com o ato de alimentar e nesse sentido sempre existe o risco de se cair na velha armadilha: “quem alimenta mais cuida melhor”. Aceite que o prato nem sempre estará vazio. Isso é respeito e não tem nada a ver com desempenho materno. Outro erro comum dos adultos é transferir suas impressões sobre os alimentos para as crianças, o que pode perpetuar erros alimentares por gerações. Bebês não “tem vontade” de comer esse ou aquele alimento pelo simples fato de não conhecerem o alimento. Eles apenas estão curiosos por tudo.

Nossa relação com o determinado alimento, não precisa ser a relação da criança com esse alimento. Tudo depende da idade, frequência, situação em que será oferecido e do valor que isso é atribuído social, emocional e nutricionalmente a cada alimento. Comer é um ato vital que essa criança fará pelo resto de sua vida, é justo que tenha a oportunidade de aprender a fazer boas escolhas num mundo que oferecerá de tudo.

2. Comer sem distração.

Sim, nos dias de hoje, essa deve ser uma das primeiras preocupações dos responsáveis desde o início da introdução de novos alimentos na vida de bebês de 6 meses. Em busca do “prato vazio a qualquer custo” as telas ajudam a distrair a criança enquanto sua refeição é “empurrada” muitas vezes em quantidade e qualidade diferentes de suas necessidades.

E é aí que nasce um grande problema de comportamento alimentar que hoje está intimamente relacionado à obesidade: o Mindless Eating ou seja, comer sem atenção. Quem não presta atenção ao que come, come mais, não sente sabor e odor e prejudica a sensação de saciedade. Hoje o Mindless Eating vem sendo combatido pela tendência “Mindfull” que prega atenção plena ás nossas atitudes, incluindo ao comer, ou seja, “Mindfull eating”. É na infância que esse problema deve ser prevenido com uma atitude: desligar as telas durante as refeições.

A distração mais usada para que os bebes comam tudo são a TV e os Tablets, ambos com o mesmo poder de distração piorado com a possibilidade do malefício da exposição à publicidade infantil.

O que fazer: deixe que o bebê interaja com o próprio alimento enquanto come. Podem ser usados pedaços de alimentos inteiros ou amassados para que o bebê sinta textura, odor e sabor ou use uma colher para que ele mexa na comida livremente. A bagunça com a comida é inevitável, mas neste caso é muito positiva.

3. Escolher um local adequado para comer.

Bebês e crianças pequenas raramente param para comer espontaneamente e a preocupação das famílias em ver o prato vazio é tão grande que qualquer lugar está valendo, desde que o bebê aceite tudo. Não é incomum o responsável pela alimentação do bebê descrever que oferece o almoço enquanto o bebê anda pela sala, durante o transporte no carro e até no elevador. Atitudes assim além de inadequadas são perigosas e podem predispor a engasgos e traumas na boca.

O que fazer: o objetivo a médio e longo prazo é que a criança aprenda a comer sozinha e sentada à mesa, de preferência sem telas. Então é assim que deve ser desde sempre. Se possível escolha cadeiras que possam ser usadas direto à mesa evitando os cadeirões e evite que a criança saia da mesa para brincar ou fazer outras atividades antes que termine a refeição. Quem dedica tempo nesse início não precisa se preocupar com isso mais tarde.

4. Oferecer os alimentos com calma e dedicação, mas não por muito tempo.

Com a rotina muitas vezes sobrecarregada em espacial das mães que trabalham, não é incomum que as crianças entrem desde muito cedo na rotina corrida dos adultos. Quando a refeição da criança precisa ser rápida demais as substituições por alimentos de mais fácil aceitação são comuns e perigosas. Se for demorada demais a criança lança mão de comportamentos de recusa para se “livrar” mais rápido daquele momento muitas vezes estressante.

O que fazer: estabeleça cerca de 30 a 20 minutos de refeição. Sendo 20 a 30 minutos para a refeição salgada e 10 minutos para a sobremesa (fruta) se houver. Não desista antes e não ultrapasse esse intervalo. Isso ajuda a não sobrecarregar a criança nem a família com o momento da refeição.

5. Encorajar as crianças a comerem sozinhas.

Muitas famílias se incomodam com a sujeira ou bagunça que a criança pode fazer ao tentar se alimentar sozinha e acabam não dando a elas a oportunidade de tentar no momento certo. Isso pode levar a uma resistência por parte da criança para comer sozinha no futuro. Não é incomum mães de crianças de 5 a 6 anos queixarem-se de que os filhos não conseguem comer sozinhos. Mas muitas vezes eles apenas têm alguém que faz por eles e não aprendem a tentar.

O que fazer: desde a primeira refeição da vida do bebê, deixe que ele interaja com os alimentos, com as mãos ou com colheres. Isso vai despertar seu interesse por novas conquistas de autonomia a alimentar. Evitar a bagunça não é mais importante do que deixar o bebê livre para aprender.

6. Ensinar seu filho a respeitar sua fome e saciedade.

O simples ato de parar de oferecer alimentos quando a criança diz ou demonstra que não quer mais, já ajuda a não prejudicar as sensações de fome e saciedade tão preservadas nas crianças. Evitar a distração também ajuda. Quem presta atenção ao que come percebe melhor se já é suficiente. Mas além disso conversar com a criança sobre esse conceito de forma lúdica e descontraída pode ajudar a construir uma relação melhor com as refeições.

O que fazer: antes de começar a comer ensine a criança a dimensionar sua fome. Escalas de fome e saciedade podem ser difíceis de aplicar em crianças, mas a ideia de “barriguinha cheia” e “barriguinha vazia” podem ser um bom início. Ensiná-los a comer devagar, mastigando mais e prestando atenção ao sabor também é uma dica importante. Uma ideia é perguntar em que parte da língua ele está sentindo esse ou aquele sabor. Incentive ainda a criança a associar sabores a cores ou texturas, além de divertido pode ser uma boa forma de iniciar o ato de comer com atenção plena.

7. Organizar número de refeições e tempo para as refeições.

ORGANIZAR NÚMERO DE REFEIÇÕES E TEMPO PARA AS REFEIÇÕES. Principalmente em situações em que a crianças “não comem”, qualquer oportunidade vira uma tentativa de fazer a criança comer e as ofertas ficam desorganizadas, menos saudáveis e muitas vezes excessivas.

O que fazer: desde sempre estabeleça 3 grandes refeições ou seja, café da manhã, almoço e jantar e 2 lanches, ou seja, um no meio da manhã e um no meia da tarde. Algumas crianças mantém o hábito de tomar leite antes de dormir e desde que haja escovação correta dos dentes antes de dormir e que essas mamadas não se repitam madrugada a dentro esse leite noturno pode ser oferecido sem problemas. Evite a oferta de alimentos entres esses horários estabelecidos. Isso evita que a criança crie o hábito de comer fora de hora, o hábito beliscar o tempo todo e de comer sempre que ligar a televisão.

8. Sempre introduza novos alimentos

Desde muito cedo as famílias tendem a estabelecer alimentos que a criança “gosta” e “não gosta”. E na rotina corrida dos adultos, a escolha por alimentos que a criança “gosta” e por isso mesmo aceita mais rápido, acaba virando um ato repetido diariamente. Entretanto estudos já mostraram que as crianças podem aprender a aceitar alimentos muitas vezes após a vigésima tentativa de oferta. Além disso a variedade no cardápio nos primeiros anos de vida reduz a possibilidade de seletividade alimentar e neofobia alimentar no futuro.

O que fazer: não desista de um alimento se você achar que a criança não gostou na primeira oferta. Ofereça uma vez ao mês, sem forçar, pelo menos até o final do segundo ano de vida. Se houver rejeição muito evidente como náuseas ou vômitos espere mais. Ás vezes após 6 meses a criança pode aceitar um alimento incialmente recusado. Ofereça pelo menos um alimento novo uma vez por semana desde a introdução alimentar. Isso ajuda a variar o cardápio e a aceitação da criança pode surpreender. Ofereça o alimento novo sempre de forma positiva, evite opiniões, apenas ofereça e observe. Deixe que a criança crie sua própria impressão.

9. Ter momentos de refeições e família na rotina.

Estudos mostram que o simples fato de a família compartilhar uma refeição 3 vezes por semana reduz o risco de Obesidade Infantil, reduz o consumo de alimentos não saudáveis, aumenta a o consumo de alimentos saudáveis e reduz o risco de transtornos alimentares. Mas infelizmente a alimentação infantil tem tomado o caminho contrário já que muitas crianças entram na escola cedo demais e tem suas refeições oferecidas longe dos pais desde muito cedo. A rotina dos pais também não ajuda já que muitos precisam delegar os cuidados dos filhos a terceiros para se dedicarem mais ao trabalho.

O que fazer: neste caso não tem solução mágica. É preciso dedicar-se ao papel de pai e mãe para que exista um momento em família. Aqui cabe falar em escolhas e vale lembrar que até os 5 anos de idade a maior parte dos hábitos alimentares das crianças bem como o fenótipo nutricional (que tende a se manter na adolescência) já está definido. Momentos dedicados à educação nutricional das crianças pode repercutir na saúde de toda uma geração. Três refeições em família e sem telas por semana e o benefício é garantido.

10. Jamais substitua alimentos que a criança recusa por alimentos que ela gosta.

Se a criança descobre uma maneira de fazer o cuidador trocar o alimento oferecido pelo alimento que ela gosta a tendência é que ela repita esse comportamento sempre em busca da resposta que o cuidador deu a ela. Nossas atitudes reforçam as atitudes inadequadas das crianças e são nossas atitudes podem tornar a alimentação infantil adequada. Algumas crianças choram, outras fazem birra, outras param de comer e assim por diante. É importante lembrar que esses comportamentos fazem parte do desenvolvimento infantil e não há maldade ou manipulação nisso. Eles apenas tentam e cabe a nós manter nossas regras com firmeza e carinho com o intuito de educar e não de agradar. Se houver incoerência em nossas atitudes ficamos reféns daqueles comportamentos que nós mesmos criamos nas crianças.

O que fazer: estabeleça as regras como número de refeições, tipos de alimentos, tempo para as refeições, de preferência tenha um plano alimentar a ser seguido com respaldo profissional porque isso dá segurança à família nas tomadas de decisões com a criança. Baseado nisso, faça o possível para não deixar de cumprir o que foi planejado e assim a criança ganha segurança, entende que com alimentação não tem negociação e cresce sabendo que um alimento que ela não gosta não precisa necessariamente ser substituído por um que ela goste sempre. Ter preferências é saudável nutricional e emocionalmente.

11. Jamais usar alimentos como castigo ou recompensa.

A famosa frase “se não comer os brócolis, não vai ter sobremesa” nunca foi tão perigosa. Primeiro porque criança nenhuma deve ser premiada por fazer aquilo que nada mais é do que sua obrigação social e biológica, segundo porque em tempos de obesidade infantil a sobremesa, quando presente, pelo menos no dia a dia, não deveria passar de uma fruta e terceiro quando a criança se força a comer algo que ela odeia para ganhar algo que ela gosta estamos apenas ensinando-a a odiar mais o primeiro e valorizar mais o segundo. No futuro, como adulta, não é preciso pensar muito para saber qual será a escolha alimentar espontânea dessa pessoa.

O que fazer: defina o cardápio, incluindo a sobremesa, daquela refeição e respeite a aceitação da criança. Não mude a sobremesa conforme a aceitação da criança. Se ela não aceitar aquela refeição, espere a próxima sem culpa e sem preocupação.

12. Evite alimentos associados a brinquedos ou personagens. Comida é comida, brinquedo é brinquedo.

Muitos países regulam a publicidade voltada para crianças. A Inglaterra por exemplo, proíbe o uso de mascotes em publicidade de alimentos e o uso de efeitos especiais para insinuar que o produto faz mais do que pode. É proibido insinuar que a criança será inferior a outra se não usar o produto ou serviço anunciado. O Chile também tem regras rigorosas que controlam a publicidade infantil. No Brasil infelizmente esse controle não existe. Então o controle deve ser feito pela família. Associar personagens, mascotes e brinquedos a alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio e ainda estimular as crianças a consumirem tudo isso soa tão errado quando o que se fez com o cigarro na década de 60 quando se associava o tabagismo a homens elegantes, inteligentes e bem-sucedidos. Criança não tem poder de crítica mas sabe influenciar o poder de compra dos pais como muitos estudos já comprovaram. Mas hoje muitos pais também não têm poder de crítica por falta de tempo e nem controle sobre o que seus filhos estão assistindo.

O que fazer: é preciso controlar o que as crianças estão assistindo. Evite canais com propaganda, prefira DVDs, filmes longa metragem ou de preferência desligue a TV. Se quiser dar um brinquedo ao seu filho então vá à loja de brinquedos e não à lanchonete. Evite comprar alimentos vinculados a personagens para crianças muito pequenas. Isso pode levá-las e consumir alimentos de pior qualidade quando na verdade ela só queria o brinquedo.

13. Aproveite as idas ao supermercado para dar exemplo as crianças.

Muitos pais evitam levar as crianças ao supermercado para não ter que ceder aos inúmeros pedidos dos pequenos durante as compras. Quem faz isso perde uma valiosa oportunidade de educar. Ir ás compras com as crianças pode ensiná-las muito. Desde a variedade enorme de alimentos que existem, as diferenças entre os naturais e os processados, passando pela dificuldade que é organizar uma compra até as escolhas por questões financeiras. Nessa ocasião os adultos ainda têm a chance de mostrar coerência entre o que se fala em casa e o que se escolhe no supermercado. Esse ensinamento é muito valioso para as crianças.

O que fazer: antes de sair de casa faça combinados com a criança como por exemplo uma única escolha durante a compra. Estabeleça qual será o papel dela nessa atividade, conferir a lista, pegar os produtos, ajudar com o carrinho etc. Aproveite para mostrar alimentos diferentes que a família não tem o hábito de consumir e quem sabe assim despertar a curiosidade da criança.

14. ESCOLHA BEM OS AMBIENTES QUE SEU FILHO VAI FREQUENTAR.

Alguns pais preferem estabelecer proibições nos ambientes em que já inseriu a criança do que escolher bem antes de inseri-la. Um bom exemplo é a escolha da escola. No Brasil não existem regras rigorosas sobre o que é permitido e o que é proibido nas cantinas escolares e muitas vezes os lanches oferecidos pela própria escola pra crianças pequenas é inadequado. Entretanto a escola configura a primeira chance que uma criança tem de desenvolver seu papel social. Proibir para uma única criança, alimentos permitidos naquele ambiente podem dificultar esse lado social tão importante da escola. O mesmo acontece em festas infantis quando brigadeiros são praticamente arrancados da boca de crianças pequenas que tiveram a curiosidade, o trabalho e o esforço e alcançar um doce. Nestes casos será que a restrição rigorosa traz mais benefícios ou malefícios? A ciência ainda não tem uma resposta oficial mas há uma tendência a se reprovar a restrição rigorosa. Alguns estudos sugerem até que grandes restrições podem ser gatilhos para futuras compulsões. O mais adequado é evitar a exposição para que a proibição não seja necessária.

O que fazer: se você não pretende deixar que o seu filho coma o que tem na festa talvez seja melhor não ir. Se você discorda do lanche oferecido por determinada escola pesquise mais, escolha outra. A ciência já dá respaldo suficiente para que as escolas valorizem a alimentação e o exercícios físico tanto quanto valoriza a escrita e a matemática.

15. ALIMENTE-SE BEM E FAÇA EXERCICIOS NADA VAI INCLUENCIAS MAIS OS FUTUROS HÁBITOS DO SEU FILHO.

Comumente ouvimos que as crianças de hoje são tão inteligentes que parece que “nascem sabendo”. Mas na verdade elas “crescem imitando”. Eles têm os adultos como modelos em tudo e com alimentação não é diferente.

O QUE FAZER: faça exercícios físicos, pelo menos 150 minutos por semana como sugere a Organização Mundial de Saúde e deixe seu filho ficar sabendo, enfatize essa atividade com orgulho e mostre como é importante para sua vida física e emocional. Faça refeições com as crianças pelo menos 3 vezes por semana com alimentos saudáveis e telas desligadas. Como já abordado no item 9. O benefício é garantido.